nesta data querida

by renata penna

Eu vinha andando pela rua de terra, em silêncio. Vi uma florzinha solitária, cercada de mato alto. Tão bonita – de um amarelo muito reluzente e cheio de alegria, desafiadora. Um jeitão gracioso de ter coragem e crescer sem olhar o que há em volta, sem medo, empinando o nariz. Lembrei de você, lembrei da coragem diante da vida que aprendi com você. E lembrei que hoje é o teu dia. Dia de abraço que não vou poder te dar, porque estou longe. Dia de conversa que vai ter que ficar para depois. Dia de sorriso, de olho no olho, dia de ficar junto sem tempo nem hora, dia de ver a vida passar bem abraçado, curtindo o carinho, que é grande demais. Tudo isso vai ficar para depois, que a vida anda bagunçada e tem toda uma estrada muito comprida separando a gente. Mas o amor, esse não fica para depois nunca, esse cresce todos os dias, engraçado isso: sempre tem para onde crescer. E mesmo aqui de tão longe, mesmo com tanta saudade e tanta vontade de um cinema no Unibanco, de caminhada pela Consolação, de papo regado a picolé Tablito, de rodízio japonês, de episódio de Gilmore Girls, filme europeu e tudo mais que faz parte dessa história tão bonita que é tua e minha, mesmo assim, meu coração anda cheio de você. Cheio de alegria por ter você na minha vida, por ter chegado a esse mundão pelas tuas mãos, por ter aprendido tanto e ensinado um bocado também, eu acho. E tô guardando o abraço, pra te dar com toda alegria daqui a alguns dias, espera. Parabéns, mãezinha. Parabéns. Te amo com toda força do mundo.