quantas vidas você tem?

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e não é que de vez em quando a gente tem que fazer uma coisa assim sem razão, uma maluquice qualquer, algo que só se justifica porque se quer muito e não tem nenhum outro motivo para acontecer? é, é sim. é exercício. de tempos em tempos há que se abrir os braços para o inteiro da vida que apenas se intui e não se sabe dizer o que é, nem se pode dizer com nenhuma certeza se será de rir ou se será de chorar, mas que lindo é a gente se libertar. de tempos em tempos precisa a gente fazer aquilo de que tem medo mas tem mais ainda vontade e curiosidade, precisa a gente experimentar uma coisa nova que não dê qualquer garantia, precisa a gente se arriscar e por a vida em movimento estendendo a mão e atiçando os perigos ao redor. que não faça sentido, que não seja o momento ideal e que não seja a coisa mais sensata a se fazer, nada disso tem importância. precisa apenas a gente querer e se dar o direito: eu me permito, eu vou. porque a vida é curta e só se vive uma vez, porque a gente só sabe das coisas que experimenta, porque é tentando e sentindo o gosto de cada coisa que a gente cresce e aprende e muda e reinventa o que carecia ser reinventado. e porque às vezes é simples, muito simples, e só o que a gente precisa é ter entre os dedos alguma coisa que seja apenas bonita, sem precisão. pra gente ver saltar do rosto um sorriso de cara lavada, mostrando os dentes, exibindo a alegria mais pura. isso é muito.

foto: Renata Penna
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