para o ano bom

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“assim eu quereria meu último poema
que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
a pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
a paixão dos suicidas que se matam sem explicação.” *

é o que eu desejo de 2014, esse ilustre desconhecido. pode vir quente, que eu já estou fervendo.

(* Manuel Bandeira)

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