o meu louco querer

dia10aquamaniaP-65

Talvez você não saiba, talvez até ande duvidando. Os tempos andam difíceis, e talvez você tenha perdido as suas certezas, talvez esteja cansado e tateando no escuro em busca de uma resposta qualquer, alguma coisa a que se agarrar afinal de contas, um abrigo silencioso, um descanso, um canto onde se possa recostar, suspirar, adormecer. Talvez você esteja a ponto de desistir, talvez. Mas eu ainda te gosto um bocado, um tanto que me ocupa um espaço por dentro que onde quer que eu me vire, para onde quer que eu mire, eu ainda encontro você. E isso de alguma forma me acalma, me acalenta. É um fiapinho de esperança que na verdade nem é tão ‘inho’ assim. É feito um novelo de lã bem bagunçado, e de vez em quando eu me perco da ponta e fico à procura com os dedos apressados, atropelando-se uns aos outros na ânsia de reencontrar aquele lugar onde tudo começou: onde as coisas eram simples, lisinhas, boas. Onde as respostas encaixavam-se bem direitinho às perguntas, onde havia uma ordem, onde a gente sabia os porquês. Eu às vezes penso que encontrei, fico feliz e abro um sorriso daqueles, aí vejo que não: era mais uma porta. E lá dentro, tinha uma outra pergunta. E um outro emaranhado, pra gente desfazer. Será sorte ou revés?

foto: Renata Penna

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