ensimesmar-se

as pessoas são estranhas, são intrincadas e difíceis de se compreender, fazem coisas inesperadas pelos motivos mais imcompreensíveis, o ser humano é complexo – se fosse simples, as coisas seriam mais fáceis mas talvez não tão bonitas, nem de longe tão interessantes. então cabe a nós, também tão estranhos, também tão falíveis, também tão errados em tantas coisas, também tão estabanados agindo confusamente quando queríamos ser apenas corretos, precisos, certeiros e bons, cabe a nós, a todos nós, uma compreensão mútua, uma generosidade de cada um para o outro, sincera, inteira, sem medida. cabe a nós ter menos exigências, compreender mais e julgar menos, e ao olhar o outro entender que não olho a mim e sim a um outro que me é alheio, que posso não compreendê-lo inteiramente por não se tratar de parte minha, mas espera-se que eu seja capaz de acolher. e não, não se trata de condescendência, ao contrário: é, em última instância, a vitória do respeito. um respeito à integridade do outro como tal, e um respeito ao erro e ao engano que fazem parte da história de todos nós. humanos somos todos, mas a alcunha de Pessoa, começando com maiúscula, há que merecer-se, e é assim que se faz.

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