só que outra.

memorialresist_p-1esses dias achei um caderno antigo aqui, um diário de anotações dos meus vinte, vinte e poucos anos. no canto de uma página, um pouco depois da morte da minha avó, a primeira grande perda (mais ou menos) definitiva que experimentei na vida, tem um diálogo rabiscado:

– eu não entendo ainda porque a morte teve que levá-la.
– quem levou ela foi a vida.
– …
– do outro lado da vida, tem mais vida. só de outro jeito. a morte não leva ninguém. quem leva é a vida. só que outra.

eu já não me lembro mais se foi um diálogo inventado. ou se alguém de muita sabedoria e sensibilidade generosamente me disse essas palavras tão certeiras.

eu só sei que faz um sentido danado.

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