do amor táctil

as-ondasli “As ondas” quando tinha dezoito anos. nunca tinha lido Virginia Woolf, pra dizer a verdade nem sabia quem era, só conhecia o nome. cheguei a ele por acaso e até hoje tenho loucura por esse livro. depois li Orlando, Mrs Dalloway, Flush, Rumo ao farol e Os anos, nessa ordem, mas nenhum deles me arrebatou como aquela primeira leitura. um dos livros da minha vida.

eu tinha emprestado sem saber a quem, alguns anos atrás. me contorcia de saudades toda vez que por algum motivo lembrava do livro, querendo folhear de novo as páginas amareladas (comprei em sebo, numa portinhola da Liberdade), rever os trechos sublinhados (sou dessas), reler umas partes sem respeitar a ordem das páginas (adoro).

ontem troquei umas mensagens com uma amiga que há tempos não via, entre umas e outras ela me solta “tô com uma coisa tua, amanhã vou pelo centro, te deixo aí, passa o endereço”.

cheguei da rua hoje, pense numa alegria. embrulhadinho em papel colorido. como se fosse presente. e era.

‘livros são objetos transcedentes
nós podemos amá-los do amor táctil’ *

sim.

(*do Caetano)

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